Luanda - O Executivo angolano vai avançar com o Plano Nacional de Segurança Rodoviária (2023/2027), um instrumento que prevê a redução de casos em 50% e colocar o país no ranking dos 10 Estados africanos com menor taxa de sinistralidade.
O instrumento, que prevê promover a segurança rodoviária e o incremento de acções preventivas no âmbito dos factores já identificados, foi aprovado na 2ª Sessão Extraordinária do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.
Depois de elaborado pelo Conselho Nacional de Viação,Ordenamento e Trânsito, e aprovado, em Janeiro deste ano, a nível do Conselho Nacional Rodoviário, augura-se com este instrumento "puxar" Angola entre os 10 países em África com as menores taxas de sinistralidade rodoviária e entre os cinco países com reduzidas taxas de mortalidade na região da SADC.
Com 29 objectivos operacionais, o Plano vai obedecer a uma avaliação trimestral, semestral e anual, uma acção que vai envolver vários departamentos ministeriais e a sociedade civil.
O documento estabelece objectivos e estratégias que estão em alinhamento com as recomendações das Nações Unidas, da Organização Mundial de Saúde, da Carta Africana de Segurança Rodoviária, da SADC e do próprio Executivo angolano.
Olhando para a região da SADC, o comandante da Polícia Nacional, comissário-geral Arnaldo Carlos, considera de “não boa” a situação da sinistralidade em Angola, apesar de existirem países em pior posição.
Falando no final da reunião do Conselho de Ministros, Arnaldos Carlos admitiu serem elevados os níveis de sinistralidade rodoviária em Angola, onde a média diária pode atingir 18 casos, com cerca de 10 casos em mortes.
“ Por isso é que estamos a consignar dentro das metas, colocar Angola entre os 10 países com baixa taxa de sinistralidade em África, e entre os cinco países com baixas taxas de mortes”, apontou.
Para se alcançar as metas, as instituições envolvidas vão trabalhar no sentido de melhorar o processo de formação de condutores de veículos, desenvolver uma cultura de educacao rodoviaria, garantir uma gestão eficiente e aumentar os níveis de segurança das infra-estruturas, dos veículos, dos utentes nas vias, assim como aperfeiçoar e expandir os serviços de socorro e assistencia às vítimas, entre outras acções.
Entre as causas da sinistralidade rodoviária, o comissário geral da Polícia Nacional destaca os atropelamentos, estado de algumas vias, bem como do estado técnico das viaturas.
De acordo com dados da Polícia Nacional, em 2022, duas mil e 999 pessoas morreram em consequência de 13 mil e 360 acidentes rodoviários em Angola, observando-se um aumento face a 2021, período em que foram registados 2 648 casos de vítimas.
Com a excepção do ano de 2020, período em que se observava o confinamento da população devido à Covid-19, os casos de mortes mantém na casa dos dois mil, desde 2018.
Em 2020, dos 9 793 casos de acidentes de viação, 1 914 resultaram em óbitos. NE/SC