Lubango - Sete cidadãos nacionais, dos quais seis seguranças de um estaleiro do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), e um comprador foram detidos hoje, segunda-feira, pela Polícia da Huíla, suspeitos do furto e venda de peças e condutores eléctricos de locomotivas, avaliadas em mais de 160 milhões de kwanzas.
A informação foi avançada à imprensa pela chefe do Departamento de Comunicação Institucional e Imprensa da PN, na província da Huíla, superintendente-chefe, Renata de Matos, referindo tratar-se de cidadãos dos 18 aos 41 anos de idade que guarneciam o estaleiro do bairro Gazeta 19, na comuna da Arimba, município do Lubango.
Declarou que a retirada do material decorreu nos dias 26 e 27 do mês em curso, quando os suspeitos na qualidade de seguranças, dois quais um ex-militar, foram subtraindo tais acessórios, causando danos à referida empresa pública.
Das investigações feitas, segundo fonte, os suspeitos retiraram 230 cabos de cobre, 220 radiadores, a igual quantidade de caixas de instalação eléctrica, de cabos de apoio de travão de mão de cobre, bem como de suportes de alavancas de cobre, material que comercializava numa casa de sucatas, localizada no bairro do Tchioco.
Referiu que o material furtado está avaliado em aproximadamente 165 milhões de kwanzas, mas os suspeitos supostamente comercializam todo o material a um milhão de kwanzas, valor esse que era dividido entre os envolvidos.
Apelou aos cidadãos a evitar a prática de crimes que lesam o Estado uma vez que este tem estado a investir valores avultados na criação de condições de mobilidade, e os citadinos, devem igualmente reforçar a cultura de denúncia quando estiverem perante tais acções de vandalismo de bens públicos. EM/MS