Luanda - A participação das mulheres na investigação científica tem registado avanços significativos, fruto de iniciativas governamentais e académicas que incentivam a formação e inserção neste segmento, disse nesta sexta-feira, em Luanda, o director-geral do Centro de Ciências de Luanda (CCL), Diogo João.
O responsável falava no workshop sobre "Mulheres na Ciência Inovar, Transformar e Inspirar o Futuro", inserido nas celebrações do “Março Mulher”, tendo referido que a história da ciência testemunha a genialidade de inúmeras mulheres que desafiaram convenções e expandiram os limites do conhecimento.
A título de exemplo, o director falou de Marie Curie, Jane Goodall, Valentina Tereshkova e Wangari Maathai, mulheres que inspiram gerações e demonstram que a inovação e o progresso não têm género.
No entanto, disse que apesar das conquistas, os desafios persistem de acordo com os dados da UNESCO de 2021, onde as mulheres representavam apenas 33,3 por cento dos pesquisadores no mundo e nas áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) apenas 35 por cento dos estudantes são do sexo feminino.
Realça haver ainda um longo caminho a percorrer no Centro Nacional de Investigação Científica, onde as mulheres representam apenas 25 por cento dos investigadores, pelo que o CCL almeja ser uma plataforma de inovação, formação e empoderamento feminino nas ciências.
Sobre o workshop, Diogo João considera ser uma iniciativa tendente a reconhecer o papel essencial que as mulheres desempenham nas actividades e produções de pesquisa científica no mundo.
A iniciativa reforça ainda a importância da igualdade de género nos espaços de trabalho.
Por esta razão, frisou, o encontro serviu para discutir temas de grande relevância, a presença e o protagonismo das mulheres na ciência, para além de reconhecer também as inúmeras contribuições femininas para o avanço do conhecimento. AB/SEC/OHA