Ndalatando - O Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Igualdade de Género ( GASFIG) solicitou ao Governo da Província e às administrações locais a reabilitação e reaproveitamento de instituições públicas de primeira infância como Centros Infantis Comunitários (CIC), Centros de Educação Comunitária (CEC) e creches.
Num relatório, a GASFIG indica que estas infra-estruturas, que “aos poucos se vão degradando por falta de utilidade”, estão paralisadas há mais de três anos o que está a criar muitas dificuldades às famílias e a inviabilizar a integração social de crianças.
Estão paralisadas oito infra-estruturas de apoio à primeira infância, nos municípios de Cazengo (Sede provincial), Cambambe, Lucala e Golungo Alto.
O documento adianta que na província funcionam três centros infantis privados e cinco internatos pertencentes à Igreja Católica que acolhem actualmente 49 crianças vulneráveis.
O GASFIG destaca, no documento, a necessidade de reabilitação urgente e entrada em funcionamento da maior creche pública na cidade de Ndalatando, capital da província, pela importância que representa para a população.
A instituição admite que estas infra-estruturas são importantes factores de desenvolvimento humano e a sua paralisação trouxe recuos no domínio da educação da primeira infância.
Para a funcionária pública Eugénia Dias, a falta destas instituições nas comunidades provoca muitos constrangimentos na gestão familiar, pelo facto dos cônjuges procurarem encontrar outras soluções para a protecção dos filhos menores, muitas vezes com consequências graves.
Já Domingos Paulo, outro funcionário público, informou que com a paralisação da creche de Ndalatando, onde contribuía com o valor que variava entre cinco a oito mil kwanzas/mês , teve que procurar uma instituição privada onde paga entre 20 a 35 mil kwanzas por mês, independentemente, da idade do menor.
Mariana Clemente, vendedora ambulante, também lamenta a paralisação destas instituições que ajudavam muito as comunidades na protecção e educação das crianças, enquanto os progenitores ocupavam-se de outras actividades.
Já Domingas Matondo explicou que actualmente é muito difícil confiar a protecção de menores em outras pessoas que não seja de alta confiança e exortou ao Governo da Província a rever a sua política para reabrir os centros infantis. EFM/IMA/SEC