Uíge - O secretário provincial da UNITA no Uíge, Félix Simão Lucas, defendeu esta terça-feira, na sede capital da província, maior diálogo com as autoridades tradicionais e outras figuras das comunas do Cuango e do Alto Zaza (agora município), visando ultrapassar o conflito existente entre os dois povos.
Félix Simão, que reagia às acusações da vandalização das residências dos professores e do Comité Comunal do MPLA no Cuango, por supostos militantes da UNITA, negou tais acusações e justificou não ter nada a ver com os militantes da formação política que dirige.
Explicou que se trata de uma reivindicação das autoridades tradicionais e do povo, tendo acrescentado que o conflito tem a ver com questões históricas sobre reinados e a anexação da comuna do Cuango ao novo município do Alto Zaza.
Por essa e outras razões, o político condenou os actos de vandalização e outras acções reprováveis na região, praticadas na sequência da visita da delegação do MPLA àquela localidade.
Em um comunicado de imprensa, divulgado recentemente, a direcção do MPLA no Uíge repudiou os ataques contra uma comitiva do partido e a vandalização do Comité do partido na comuna do Cuango, município de Alto-Zaza, durante uma visita de trabalho.
Na sequência do acto, refere o documento, foi destruído, igualmente, material de propaganda do MPLA residências dos professores do ensino primário e secundário que leccionam na vila,
“Por volta das 17 horas do dia 27 de Março do ano corrente, a comitiva ao entrar na sede comunal, caiu numa emboscada feita pelos militantes da Unita, sendo atacados com catanas, paus, pedras e caçadeiras”, lê-se no documento.
A nota refere, igualmente, que a comitiva partiu para a comuna do Cuango no dia 24 deste mês e levavam medicamentos e outros bens de primeira necessidade, para serem distribuídos à população daquela localidade.
No âmbito da Nova Divisão Política-administrativa, a comuna do Cuango está adstrita ao município do Alto Zaza. Dista a cerca de 200 quilómetros da sede municipal de Alto Zaza. NM/JAR