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PR em contacto com a ancestralidade Omani

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  • Luanda • Sexta, 20 Dezembro de 2024 | 09h01
PR João Lourenço visita Museu Nacional de Omã
PR João Lourenço visita Museu Nacional de Omã
Gildo Comanzala - ANGOP

Mascate (dos enviados especiais) - O Presidente da República, João Lourenço, visitou esta sexta-feira, o Museu Nacional de Omã, onde está guardada a herança cultural dos omanenses desde as primeiras evidências de ocupação humana deste território aos dias actuais.

A visita é a última etapa da jornada de trabalho do Presidente da República neste país do Médio Oriente.

No Museu Nacional, recebeu explicações  sobre o simbolismo das peças mais emblemáticas patentes no local, como a réplica de um navio, que retrata a longa relação que este país islâmico tem com o mar.

Depois de uma hora da visita, o Chefe de Estado angolano expressou, ao assinar o livro, a satisfação pela oportunidade.

“Foi com a mais elevada honra que tive a oportunidade de visitar o Museu Nacional de Omã, um espaço majestoso que conserva as memórias, os feitos e a história secular do povo omani, de que as gerações presentes e futuras podem extrair lições importantes para continuar a levar o vosso país no mesmo rumo certo que seguiu até aos dias de hoje”, escreveu. 

 Afirmou que  teve o privilégio de conhecer mais de perto o longo percurso feito por este grande país para se tornar uma Nação próspera e com perspectivas de desenvolvimento que a podem projectar como uma referência global em termos de esforço conjugado e bem sucedido, para garantir o bem-estar do seu povo. 

“ Gostaria de aproveitar esta oportunidade para deixar uma mensagem de apreço e de encorajamento a todos aqueles a quem incumbe preservar este lugar comum, com o mesmo espírito de abnegação que esteve na génese deste apreciável e digno Museu, onde cada visitante tem a oportunidade de desfrutar e conhecer a rica e vasta história do Povo do Sultanato de Omã”, finalizou

Com um extenso litoral, a história do passado de Omã é, em muitos sentidos, uma história marítima. 

Durante milénios, os pescadores navegaram ao longo das suas costas para sobreviver. 

Os comerciantes de Omã transportavam mercadorias através dos mares já no terceiro milénio a.C. e, no período islâmico, faziam parte de uma vasta rede comercial que se estendia da China à África Oriental, a rota comercial marítima mais longa da época. 

Nos últimos quatro séculos, os omanis estabeleceram dois impérios marítimos que ligavam Omã ao Golfo Pérsico, à Costa Makran e à África Oriental.

Como uma instituição nacional com alcance global, o museu garante que a herança cultural de Omã seja reconhecida e apreciada não apenas dentro do sultanato, mas também internacionalmente. 

O museu está localizado em um edifício projectado "no coração" de Mascate, capital de Omã. 

A área total do edifício é de 13.700 m², incluindo 4.000 metros quadrados para 14 galerias permanentes, cada uma cobrindo um aspecto diferente da herança cultural de Omã. 

Outros 400 m² são alocados para exposições temporárias.

O museu abriga mais de 7.000 objectos e oferece 33 experiências digitais imersivas, instalações de conservação de última geração, um cinema UHD e áreas de descoberta para crianças. 

Possui uma infraestrutura integrada para necessidades especiais e é o primeiro museu no Oriente Médio a adoptar a escrita árabe em Braille para deficientes visuais. 
 

Também abriga o primeiro conceito de armazenamento de museu de plano aberto da região, onde os visitantes podem aprender sobre os vários processos pelos quais os artefatos passam antes de serem colocados em exposição.

Primeiro dia 

Quinta-feira, primeiro dia da visita do Presidente João Lourenço, ficou marcado pela recepção oficial oferecida pelo sultão Haitian Bin Tarik Al Said, seguida de um encontro privado e assinatura de quatro instrumentos jurídicos entre os dois governos, para o reforço da cooperação. 

O jantar oficial oferecido pelo sultão de Omã, Haitian Bin Tarik Al Said, em honra à visita de Estado do Presidente da República, João Lourenço, encerrou a primeira jornada de trabalho do estadista angolano em terras omanenses. 

O momento foi marcado pela troca de presentes que celebra a amizade entre os dois povos, alicerçada nesta deslocação do Presidente da República. 

João Lourenço recebeu de Haitian Bim Tarik Al Said uma espada, um símbolo tradicional de Omã. 

Em retribuição, o Chefe de Estado ofereceu uma obra de arte, que retrata a planta Welwitschia mirabilis, anfitriã do deserto do Namibe, única no mundo.

Haitham Bin Tarik e João Lourenço destacaram o modo como a cooperação entre Omã e Angola se está a desenvolver, com acções efectivas e de grande impacto a concretizarem-se sem demoras nem entraves.

Sublinharam, entre outros exemplos, a entrada de Omã no exercício da produção de diamantes em Angola (Catoca e Luele) e a autorização, pelas autoridades angolanas, da abertura em Angola de um banco do sultanato, com a finalidade de tornar fluídos os negócios entre os dois países. Os dois países rubricaram quatro instrumentos jurídicos para o reforço da cooperação. 

Trata-se do memorando de entendimento entre o Ministério das Finanças de Angola e o Banco de Investimento de Omã que estabelece o quadro de cooperação estratégica para fortalecer os laços económicos e financeiros entre os dois países. Rubricaram o Acordo para Aquisição de Participações nas minas diamantiferas de Catoca e Luele em Angola e o Acordo de Parceria entre a empresa angolana Endiama e Maden Investment Group.

Juntam-se aos resultados que esta missão ao Médio Oriente produziu, a assinatura do memorando de entendimento para a Exploração de Oportunidades de Cooperação nos sectores Energéticos entre o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola e o Massadr Energy Group. Com o Grupo Maden Investment, concluiu-se o trabalho para sua entrada na prospeção, exploração e comercialização dos diamantes nos projectos Luele e Catoca, na Lunda-Sul. 

A companhia omanense substitui a empresa russa Alrosa, com a qual Angola pôs fim ao contrato, recentemente, devido às sanções impostas à empresa como consequência do conflito Russo-ucraniano. 

Em declarações à imprensa no decurso das conversações entre as duas nações, inseridas na agenda da visita de Estado do Presidente João Lourenço, a Omã, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, referiu que "em breve teremos então, efectivamente, um novo parceiro nessas duas sociedades em funcionamento".

O ministro adiantou que Angola quer também melhorar a qualidade da gestão destes projectos, de modo a atingir outros patamares no sector dos diamantes.

Cooperação bilateral 

Em Maio do corrente ano, no quadro do reforço da cooperação bilateral, os dois Estados davam os primeiros passos na cooperação com a assinaturar, em Luanda, de três acordos de cooperação nos domínios financeiro, agrícola e da indústria transformadora, que sinalaram o arranque da cooperação. 

Foi a primeira visita de uma delegação oficial do sultanato de Omã a Angola, gerando expectativas quanto ao estreitamento das relações de amizade e cooperação entre os dois Estados nos domínios assinados e em outros campos de interesse mútuo.ART





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