Luanda - A Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos (CIVICOP) está reunida, esta quinta-feira, para analisar assuntos relacionados com o funcionamento e os resultados da sua actividade.
A reunião é presidida pelo coordenador deste órgão, Marcy Lopes, que encorajou, na abertura do encontro, os membros do órgão a continuar a cumprir o seu papel de ajudar a construir uma Nação unida, coesa, serena e próspera.
Na sua curta intervenção, o governante felicitou e incentivou a todos membros que trabalham, incansavelmente, para que as famílias consigam obter o almejado sossego das almas dos seus entes queridos.
Sublinhou que a missão é complexa e sensível por natureza, porém tem se tornado ainda mais difícil “porque os que nos poderiam ajudar a encontrar os lugares de sepultamento de uma forma mais facilitada, para encontrar as vítimas, infelizmente assim não o fazem”.
"Porém, somos um país forjado na adversidade e isso nunca nos impediu de sermos bem sucedidos nas nossas missões e não tem sido e não será diferente com esta missão" disse.
A CIVICOP foi criada em 2019 por orientação do Presidente da República, João Lourenço, com vista a elaborar um plano geral de homenagem às vítimas dos conflitos políticos que ocorreram, em Angola, entre 11 de Novembro de 1975 (dia da Independência) e 4 de Abril de 2002 (fim da guerra).
O Plano de Reconciliação em memória às vítimas de Conflitos Políticos prevê, entre outras questões, a emissão de certidão de óbito e a construção de um memorial único para todas as vítimas dos conflitos registados no país.FMA/ART