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Académico aponta desafios para integração e desenvolvimento da região

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  • Luanda • Segunda, 24 Março de 2025 | 20h19

Luanda – O académico angolano José Moma considerou esta segunda-feira, em Luanda, que as novas tecnologias de informação e comunicação, sobretudo a inteligência artificial, são hoje uma realidade, e a região deve aproveitar estas ferramentas para uma melhor integração.

Ao dissertar sobre “A geopolítica de África Austral e os desafios de integração e desenvolvimento regionais”, por ocasião das celebrações do Dia da Libertação da África Austral (23 de Março), o académico referiu que o interesse de algumas grandes potências da região é uma realidade positiva que deve ser aproveitada estrategicamente sem, no entanto, perder o sentido de independência.

José Moma salientou ainda que, “apesar dos níveis diferentes de desenvolvimento económico, a integração deve continuar, mas de forma solidária, sublinhando que  economia é um factor importante que pode potenciar positivamente os países, mas em alguns casos ainda pode também ser um motivo de desafio interno”.

No seu entender, a democracia na região registou avanços, mas deve continuar a ser desenvolvida dentro das organizações da sociedade civil, das organizações profissionais e mesmo dos partidos políticos.

Segundo o interlocutor, apesar do seu potencial, salvo raras excepções, pouco tem sido o investimento dos Estados naquilo que poderíamos chamar do poder marítimo ou oceânico.

De igual modo, os desafios ainda existentes e evidenciados na RDC e em Moçambique constituem também motivos de preocupação, mas felizmente também de solidariedade regional.

Apontou ainda a ligação de transportes nesta região nas diversas modalidades, como outro dos desafios para a integração constituem.

Neste sentido, continuou, o Corredor do Lobito é uma extrema iniciativa, mas não podemos descurar ainda a necessitaria ligação aérea, em alguns casos, e mesmo marítima.

Sublinhou também que a energia eléctrica é abundante em alguns países, mas noutros, nem tanto, pelo que a comercialização e o intercâmbio parecem fundamentais.

Por sua vez, o também académico Fernando Vunge, que falava sobre “Perspectivas e desafios do crescimento económico na África Austral”, referiu que os desequilíbrios regionais na capacidade de criação de riqueza fazem recear que os mais importantes efeitos de polarização de actividades económicas e de multiplicação de rendimentos, num contexto de liberalização do comércio e de integração económica, venham a ocorrer, quase integralmente, a favor de uns.

Para si, o desemprego, a pobreza, as calamidades, os conflitos armados, dentre outros, são considerados como os grandes problemas da região, pelo que a abertura das fronteiras económicas pode contribuir para combater esses problemas e, consequentemente, a redução das disparidades existente entre os países da região.

“É nesse contexto que a integração regional é vista como veículo que conduzirá as economias da região a atingirem um nível aceitável de desenvolvimento”, disse.

Já o general Fernando Mateus, que abordava sobre a “Batalha do Cuito Cuanavale: lições para o presente e o futuro da região Austral de África”, descreveu o percurso e os desafios até a derrota das potências adversárias. MGM/SC

 





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