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Primeira sessão plenária do ano do Parlamento Europeu marcada por Qatargate

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  • Luanda • Sábado, 14 Janeiro de 2023 | 11h42
Bandeira da União Europeia (Foto ilustração)
Bandeira da União Europeia (Foto ilustração)
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Estrasburgo - O Parlamento Europeu inicia segunda-feira, em Estrasburgo, a primeira sessão plenária de 2023 que será dominada pelo escândalo “Qatargate” e que inclui a eleição de um novo vice-presidente, estando ainda agendado um debate sobre a situação no Brasil, noticia hoje o site Notícias ao Minuto.

Na quarta-feira, o Parlamento Europeu (PE) deverá eleger, por maioria absoluta, um novo vice-presidente da assembleia, o quinto em 14 segundo a ordem estipulada, em substituição da euro-deputada grega Eva Kaili, afastada do cargo.

Também do grupo dos Socialistas e Democratas (S&D) em consequência do alegado envolvimento no escândalo de corrupção conhecido como “Qatargate”.

O caso de alegada corrupção em favor dos interesses do Qatar, no âmbito da organização do Mundial de Futebol 2023, junto das instituições europeias está em investigação e também poderá envolver Marrocos e a Mauritânia.

A eleição de quarta-feira mantém a ordem de precedência e os candidatos podem ser propostos por um vigésimo dos deputados do PE ou por um grupo político, segundo o regulamento, tendo o S&D avançado com o luxemburguês Marc Angel para o cargo.

Antes, na segunda-feira, a presidente do PE, Roberta Metsola, deverá anunciar perante o plenário que o pedido de levantamento da imunidade de dois euro-deputados foi recebido, e será examinado, na sequência da solicitação das autoridades judiciárias belgas que investigam as alegações de corrupção.

Outros dois euro-deputados também foram alvos de um pedido de levantamento da imunidade pela Procuradoria Europeia, por alegadas fraudes que lesaram o orçamento da UE, um dos quais Eva Kaili, já envolvida no “Qatargate”.

Na passada quarta-feira, dia 11 de Janeiro, a euro-deputada belga do S&D Maria Arena anunciou a sua demissão da presidência da subcomissão de Direitos Humanos do PE, que abandonou temporariamente há um mês quando o escândalo “Qatargate” foi exposto publicamente.

Esta subcomissão surge no centro do escândalo, havendo suspeitas de pagamentos de países como o Qatar, Marrocos ou a Mauritânia para tentar interferir em decisões daquele organismo.

A investigação conduzida pelas autoridades belgas permitiu a apreensão de malas com dinheiro no total de 1,5 milhões de euros (1 euro equivale a Kz 544,131).

Até agora, quatro pessoas foram indiciadas pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e participação numa organização criminosa, e três delas têm ligações próximas com aquela subcomissão.

A par de Eva Kaili, o assessor e companheiro da euro-deputada grega Francesco Giorgi e o ex-euro-deputado italiano Pier Antonio Panzeri são outros dos nomes envolvidos no escândalo.

Ainda para quarta-feira está agendado um debate sobre a invasão, por apoiantes do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, das sedes dos poderes legislativo, executivo e judicial do Brasil.

Apoiantes de Bolsonaro invadiram e vandalizaram no domingo (8) passado as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, obrigando à intervenção policial para repor a ordem e suscitando a condenação da comunidade internacional.

A invasão começou depois de militantes da extrema-direita brasileira que apoiam o anterior presidente, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de Outubro passado, terem convocado um protesto para a Esplanada dos Ministérios, na capital brasileira.

Entretanto, o juiz do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes afastou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, por 90 dias, considerando que tanto o governador como o ex-secretário de Segurança e antigo ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres teria actuado com negligência e omissão.

Torres é alvo de um pedido de prisão que ainda não foi cumprido por se encontrar em viagem aos Estados Unidos da América.

A polícia brasileira identificou, interrogou e prendeu 1.159 “bolsonaristas” envolvidos nas invasões e vandalização das sedes dos três poderes em Brasília, segundo um balanço da Polícia Federal.





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