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Morreu a cantora Tchinina

     Cultura              
  • Huambo • Sábado, 08 Outubro de 2022 | 12h32
Cantora Tchinina
Cantora Tchinina
Cedida

Huambo – A cantora angolana Teresa da Cruz Manjenje, de nome artístico “Tchinina”, morreu hoje em Luanda, vítima de doença, confirmou à ANGOP o delegado da União dos Artistas e Compositores (UNAC-S.A) no Huambo, Benvindo Serafim.

Natural do município do Ucuma, província do Huambo, Tchinina, de 71 anos de idade, começou a dar os primeiros passos no mundo da música em 1971, na cidade de Saurimo (Lunda Sul), depois de se juntar aos Dimbas de Angola que, à época, estavam em digressão prolongada pela capital do país, Luanda.

No mesmo ano, gravou o seu primeiro single com o agrupamento África Tentação, cujas músicas foram “O amor de rosas” e “Sumayangue”, que vieram a se tornar sucesso da época.

É assim que passa actuar, com frequência, nos Cutonocas, Ngala Cine no Marítimo da ilha, Kussunguila Kuá Makamba, em festas da Feira Popular, Chá das Seis, no Cinema Restauração e Mandarim, na ilha  de Luanda, locais onde dividiu o palco com Milá Melo, José Cid, Lourdes Van-Dúnem, Belita Palma, Elias dia Kimuezo, António Paulino, David Zé, Urbano de Castro, Artur Nunes, Cireneu Bastos, Zé Viola e Sofia Rosa.       

Como o encerramento das principais gravadoras em Angola, no período da independência, e com intenção de prosseguir a sua carreira musical, "Tchinina", que exercia o cargo de secretária de relações públicas do Governo de Transição, parte para Portugal, em Março de 1976, onde viveu 34 anos.

Ali, prosseguiu com a sua carreira, acompanhada pela banda "África Star", formação de músicos provenientes do Lubango, constituída por Victor (bateria), Octávio (saxofone), José Maria (viola ritmo) e João de Almeida (viola baixo).

Passados alguns anos, gravou as obras discofraficas “Utima Uanecaneca”, “Ngana Te”, “Saudades de Mãe”, “Alundu”, “Lamento”, “Otchili Otchili” e “Mãe Angola”, acompanhada pelos cantores Zé do Pau e Nito do agrupamento Os Kiezos.

Numa mensagem de condolências, o delegado da UNAC-S.A no Huambo, Benvindo Serafim, considera a malograda como uma artista simpática, comunicativa e disciplinada, que soube levar o nome do Huambo, a língua nacional Umbundu, os hábitos e costumes locais além-fronteiras, sempre bem acompanhada de artista músicos de renome nacional e internacional.

Em Julho de 2013, foi homenageada pelo reconhecimento do conjunto da sua obra e pelos esforços de internacionalização da música angolana, em Portugal, feito que veio a se repetir em Agosto de 2021, esta última numa iniciativa do Governo da província do Huambo.

As suas músicas estão incluídas no CD ”Vozes do Planalto, relíquias do passado”, a sair brevemente, com as canções “Quidale”, colectânea onde figuram os cantores Bessa Teixeira, Justino Handanga, Zé Catchingo e João Afonso.





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