Luanda – A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) e a Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL) foram recomendadas hoje a trabalhar arduamente para a estabilização da produção e distribuição de água na capital do país, assim como garantir o contínuo funcionamento das infra-estruturas eléctricas em Angola.
Ao empossar os gestores das respectivas empresas, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, apontou, igualmente, a implementação do Qualificador Profissional e sua respectiva tabela indiciária, com vista a progressão e promoção na carreira dos funcionários como outro desafio da EPAL.
Ainda no sector das águas, o governante orientou a necessidade da EPAl resolver, rapidamente, o problema da Segurança Social de pelo menos 300 funcionários que não foram para a reforma, porque a empresa deixou de pagar as contribuições, bem como actualizar o pagamento ao INSS dos trabalhadores que estão no activo.
Quanto ao sector eléctrico, o ministro apelou ao gestor da PRODEL a trabalhar no sentido de manter o funcionamento das infra-estruturas eléctricas já existentes, para a estabilidade da produção e distribuição da energia eléctrica no país.
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Águas de Luanda, EPAL, Adão Manuel da Silva, que tomou posse hoje, apontou a organização da empresa e criação das condições de trabalho para os funcionários como o primeiro passo da sua gestão, com vista a estabilizar os níveis de produção e distribuição na província de Luanda.
Assegurou que, brevemente, a EPAL vai implementar um projecto-piloto de montagem de contadores pré-pagos na urbanização KK-5000, no distrito urbano do Kilamba, para melhorar o controlo do consumo racional da água potável.
Após esse teste, avançou, o projecto será expandido para as centralidades do Kilamba e Sequele, para além de abranger as outras zonas da capital do país.
A par do PCA da EPAL, o ministro empossou, igualmente, os respectivos administradores executivos Kelson Domingos, Enoch da Costa, Eva da Costa e Kubikiladia Garcia.
Na ocasião, também tomou posse o director-geral do Instituto Nacional de Recursos Hídricos, Narciso Ambrósio.
Por outro lado, o presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública de Produção de Electricidade (PRODEL), Pedro Afonso, assegurou ter o domínio dos desafios da empresa, que somente serão superados com o engajamento de todos funcionários.
Para além do presidente do Conselho de Administração da PRODEL, também foram empossados os administradores executivos, Arlindo Cambungo, Manuel Panzo, Daniel Catumbela e Haile Ferrão, respectivamente.
Criada a 20 de Novembro de 2014, através do Decreto Presidencial nº 305/14, a PRODEL actua nos negócios de geração eléctrica para o país, colaborando nos sistemas de transmissão e distribuição.
O surgimento dessa empresa resulta da extinção das empresas públicas Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK) e a Empresa Nacional de Electricidade (ENE).QCB/PPA