Cuito - O treinador de futebol Sílvio André defendeu hoje, na cidade do Cuito, província do Bié, a necessidade da Selecção Nacional melhorar o sector atacante, de modo a garantir uma vitória no jogo diante de Cabo Verde, agendado para terça-feira, no estádio 11 de Novembro.
O técnico detentor da licença C da Confederação Africana de Futebol (CAF) falava à ANGOP, na antevisão desta partida a contar para a 6ª jornada do grupo D, da zona africana de qualificação ao Campeonato Mundial de Futebol de 2026, a realiza-se nos EUA, México e Canadá.
Na sua abordagem, começou por analisar sobre o empate a uma bola, contra a Selecção da Líbia, referindo que Angola demonstrou um volume ofensivo considerável, mas falhou em transformar as oportunidades em golos.
Para o actual treinador do Vitória Atlético do Cuito, a ineficácia foi o principal factor que comprometeu o desempenho dos Palancas Negras no jogo passado, onde se produziu muitas oportunidades.
“Isso reacende a esperança de que, se corrigirmos essa falha, poderemos sair vitoriosos contra Cabo Verde", afirmou o técnico que frequenta a licença B da CAF.
O treinador ressaltou a importância de vencer Cabo Verde, referindo que, embora o empate na quinta jornada tenha mantido vivo o sonho de qualificação, ele não é suficiente para as aspirações da selecção.
"Estamos a três pontos do líder do grupo, o adversário de ocasião. Por isso, precisamos de ganhar para manter as chances de chegar ao Mundial, uma tarefa que depende de nós mesmos", disse.
No histórico, as duas selecções unidas pela mesma língua (português língua oficial dos dois países) se defrontaram por oito vezes, sendo uma na primeira volta deste grupo, outra na fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN) e quatro em jogos de preparação.
Cada uma venceu dois jogos e empataram quatro.
Noutro jogo da jornada do grupo, os Camarões jogam com a Lídia, ao passo que o Eswatini as Ilhas Maurícias já empataram a três golos.
Cabo Verde lidera com 10 pontos, seguido de Camarões com nove, Líbia com oito e Angola com sete. IlhasMaurícias e Eswatini ocupam os dois últimos lugares com cinco e dois pontos, respectivamente.
Angola procura a sua segunda presença numa fase final de um mundial da modalidade, 20 anos depois da sua estreia em 2006, na Alemanha. VKY/PLB