Lubango - A Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA) vai, este ano, patrocinar auxilio técnico de cultivo da soja a mil famílias dos municípios da Matala, Jamba, Cuvango e Chipindo, para melhoria da dieta alimentar, dado o seu valor nutricional, uma cultura quase inexistente nessas áreas.
A soja é uma planta leguminosa originária da China e do Japão, pertence à família Fabaceae, a mesma do feijão, da lentilha e da ervilha, tem uma grande riqueza nutricional.
Em declarações à ANGOP, no Lubango, o presidente da IESA, Dinis Eurico, disse trata-se de um projecto de continuidade, cuja a igreja vem desenvolvendo há mais de dez anos, nos municípios de Caluquembe e Chicomba, onde até ao momento mais de 500 famílias aderiram e já praticam a produção.
O projecto, segundo a fonte, foi concebido numa na altura em que o Hospital da IESA em Caluquembe recebia pacientes com elevados níveis de desnutrição e a soja ajudou na recuperação rápida dos doentes.
Considerou que o impacto do consumo da soja hoje é positivo, pois há estudos que atestam que as pessoas que consomem esta leguminosa procuram menos os serviços de saúde.
Segundo o reverendo, o projecto da IESA limita-se a ensinar as técnicas de produção, suas etapas, desde a planificação agrícola ao armazenamento do grão.
Destacou que para o sucesso desta iniciativa é necessário que o Governo dê apoios em meios a essas famílias que praticam a agricultura de subsistência, para a diversificação da economia, com sementes e ensinar a fazer fertilizantes orgânicos.
A IESA foi fundada a 30 de Novembro de 1897, em Caluquembe, província da Huíla, por missionários suíços. Hoje, a sua influência é feita por 14 Sínodos Eclesiásticos que atendem o país. BP/MS